sábado, 16 de agosto de 2008

Mãe negra

Um filho nasce do amor
E sem mãe não é ninguém
Não é por ser doutra cor
que um filho renega a mãe.

Um filho ser preto ou branco,
é tudo para uma mãe
e não é isso portanto
que nos faz perder tal bem.

Aquela que nos dá vida,
seja má ou seja santa,
é sempre uma imagem querida,
aquela que nos encanta.

Oh! minha mãe tão branquinha,
que linda é a tua cor!
Mas se tu fosses pretinha,
teria-te o mesmo amor.

Deste teu leite branquinho
que deu vida ao meu ser,
pois seja branco ou pretinho,
amar-te-ei até morrer.

Tenho dó de quem é mãe
não da cor que o filho quer.
Seja branca ou preta, também
uma mãe é mulher.

Uma mulher quer também
neste mundo ser amada
e quando é nossa mãe,
é sempre coisa sagrada.

Se tua mãe fosse viva,
queria-lhe muito bem,
pois foi ela que deu vida
ao filho que amo também.

Nisto te faço sentir
e digo qual o conceito
que um filho possa mentir
negando um amor perfeito.

Perfeito porque foi mãe
e que te criou com amor
nada negando também
ao filho que era de cor.

Sou mãe e quero sentir
Que pelos filhos sou amada.
Sou santa porque os fiz vir
ao mundo e sou venerada.

Teus filhos não são de cor
podem também não te amar
e só te mostram amor
por para eles trabalhar.

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