Deram agora mesmo 3 horas da manhã. A chuva cai lá fora. A noite é fria.
O silêncio tem voz. A noite tem olhar.
Há sonhos pela terra. Há sonhos pelo ar.
A noite está medonha. Daqui a pouco é dia. O céu é um clarão; assusta quem o vê...
Porque vem o relampago?
Não se sabe porquê.
A noite de remorso anda espreitando a vida.
O barulho acusa; está dando a despedida.
As folhas estão caídas, desfeitas numa espuma.
O infinito esmaga. Não se aproveita uma.
Dormir?
Não pode ser; a alma neste instante é como um olho aberto, imóvel, inconstante.
Que noite tão horrível! Parece o fim do mundo.
Quem me dera dormir um sono bem profundo...
Rompeu em manhã fria, com grande vendaval. abriram-se as janelas. Que vento infernal!
Tudo me causa medo. Tal como á criancinha que despertou na treva, assim se viu sózinha.
Oh! mar que não tens praia!
oh! noite sem guarida!
Morrer? Para mim que serve?
A morte é o fim da vida. Ideias e mais nada.
Aos outros pouco importa se não te posso amar, não te posso beijar.
Para aqui estou sózinha, até que venha a morte...
quinta-feira, 13 de dezembro de 2007
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